Vamos aprender um pouco mais sobre esse Universo paralelo da Ficção ...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Crepúsculo e Harry Potter !


Alguns dizem que eu gosto de modinha. Que sou uma garota de fases e gosto somente do que faz burburinho no momento. Pode-se até dizer que uns tempos atrás isso era verdade, talvez ainda seja, sei lá. Amo Harry Potter … Mas se gosto dessas modinhas, é por que são modinhas que renovaram, são criativas, surpreendentes e que fazem meus olhos brilharem. E é por isso que não entendo todo esse bendito hype em torno da saga que anda fazendo tanta pessoa ficar louca por aí… A obra de Stephany Mayer: a Saga Crepúsculo.
Num poço fundo de falta de criatividade e erros, a historinha do casal Edward e Bella é algo que me dá dó, indignação e raiva.
Dó? Ver as pessoas quase se matarem por isso quando existem tantas histórias vampirescas melhores por aí. E muitos sabem que falo sério com a mais pura das verdades. 
Indignação? Levarem-na como se fosse algo extremamente criativo e nunca antes visto na humanidade. 
Raiva? É que isso anda batendo recordes de tudo. Vendas de DVD’s, ingressos de sessão, bilheteria na estréia, casos de tímpanos estourados por conta de gritos de meninas histéricas e tantos outros.
Crepúsculo 
A Saga Crepúsculo, ao meu ver é tosca. Nada presta. Ao meu ver, claro. A única coisa que talvez eu possa dar mérito com sua criação foi que com ela, um revival em tramas vampirescas aconteceu e com isso, muita história boa saiu desde então (na minha mente, as palavras True Blood e The Vampire Diaries ecoam loucamente).
Não há qualquer novidade na trama. Vampiros bonzinhos, amor impossível, mocinha sofrida… É puramente um retalho de histórias repetitivas postas de mal jeito. Só li os livros. Não me arrisco em ver os filmes. Tenho 100% de certeza que vai ser uma aventura muito pior do que as 400 páginas já lidas do volume 1, 2 e do pouco do 3º. A história não me envolve tanto porque não sou das que gosta de histórias de amor muito grudentas, quanto porque Stephany Mayer não sabe escrever. E isso fica berrante nas horas que se aborda a grande vilã da história (não é só nessa hora, mas é o detalhe que me dá mais nervoso nas várias bolas foras nos livros).Nas inúmeras vezes que o livro a menciona, a autora nunca consegue realmente transparecer o que podia ser uma vilã extremamente violenta, sombria e sanguinária.

Lua Nova

Não há qualquer cuidado como o que havia com Voldemort de J.K. Rowling (ou de qualquer outra história que se preze).Não se sente o medo assolando cada passo de Bella como se sentia com cada respiração do saudoso Harry Potter. O medo de Bella perder Edward é mais alarmante do que a vida da personagem. Uma prova disso é que até hoje não sei o tal nome da vampira… Enquanto qualquer um lembra poucas vezes depois o nome de Voldemort quando o ouve pela 1ª vez. Certo que Bella realmente pensa que Edward é mais importante que sua própria vida. Eleva-se os valores da paixão e blá, blá, blá. Mas vejo que a escritora faz um trabalho tão ruim que não consegue nem deixar muito bem definido a sensação de que isso não passa de uma loucura de Bella. De que o que realmente importa é a protagonista viva. Tudo passa despercebido e mal interpretado e o que realmente importa é mostrar como Edward é lindo, maravilhoso, frio, branco e brilha no Sol. Como Bella quer ser uma vampira, viver para sempre com ele e mais uma bando de coisinhas melosas. O uso excessivo de palavras e sentimentos também me cansa. É muito amor, muito medo, muito tempo, muita dúvida, muito tudo. É exagerado demais. Pros dois lados. É pouco carisma, pouca satisfação com outros personagens que Bella não esteja perdidamente apaixonada…
Fica tudo focado no que Bella sente das pessoas e coisas e não o que elas realmente são. É tudo um ‘dane-se’ na vida de Bella em relação a Edward, não existe lógica nesse mundo louco dela. Não sei se nos 2 volumes finais existe, mas essa garota precisa de uma psicólogo ur-gen-te.
Eclipse
Vampiros não podem brilhar. Vampiros precisam ser no mínimo violentos. Precisam ter sede eterna de sangue, queimarem no Sol e morrerem com estacas. Precisam ser tratados numa história com mais cuidado, terem falhas e não serem perfeitos, serem sempre previsíveis…
Um dia pensei que talvez Crepúsculo poderia ter dado certo, se não fosse enviado para a cabecinha da terrível Mayer, que foca tudo no lugar e hora errada. Que é tratada como rainha quando tem criatividade zero, se expressando de forma repetitiva e cansativa e que conseqüentemente acaba fazendo Bella uma chata e egocêntrica. Fico com meu True Blood perfeitinho e bonitinho. Ou qualquer outra coisa mais dinâmica e renovadora que a colcha de retalho e tanquinhos em massa que a Saga Crepúsculo fez. E que tanta gente ama.

É como eu digo,fazer essa comparação inevitável com os livros de JK Rowling: Harry Potter é sobre enfrentar seus medos, amizade e aceitação, Twilight é sobre quão importante é ter um namorado.

Gostaram , Comentem ;D

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